Jesus Chorou!


Jesus chorou ao ver a nossa frieza, o nosso distanciamento da sua Palavra, a nossa falta de fé e a nossa incredulidade em aceitá-lo sem condicionamento.

Chorar! Um homem chorar! Mas… “Homem que é homem não chora, quem chora é mulher”. Quantas vezes já ouvimos essas palavras! Não é vergonhoso chorar. Quantos pais nunca choraram na frente dos filhos! Chorar e sonhar com eles é mais importante do que lhes dar o mundo todo. O choro na psiquiatria, frequentemente, traz alívio. Quando uma pessoa tem depressão e não consegue chorar mais, é porque se adaptou à sua miséria emocional, perdeu as esperanças.

Por três  vezes, encontramos registrados na Bíblia que Jesus chorou.

  1. Por si mesmo. (Lucas 22.44)
  2. Por um amigo. (João 11.35)
  3. Por uma cidade. (Lucas 19.41)

Jesus: Uma pessoa feliz!

Não há nenhuma passagem na Bíblia sobre Jesus rindo ou dando gargalhadas. No entanto, sabemos que Jesus era uma pessoa muito feliz. A Bíblia registra momentos de Jesus entre as criancinhas (Lucas 18.16). As crianças gostavam de Jesus, o que demonstra que Ele era uma pessoa carismática, risonha e de bem com a vida. Afinal, Jesus é a vida!

O grande embaixador do céu faz agora, sua entrada pública em Jerusalém. Não para ser respeitado, mas para ser desprezado. Naquele momento, Jesus se pôs a chorar enquanto todos à sua volta se regozijavam.

Cristo procedeu assim para mostrar como se sentia (pouco enaltecido) com os aplausos e aclamações da multidão. Verdadeiramente, Jerusalém não conheceu o tempo da sua visitação. Jesus chorou ao ver a hipocrisia de um povo que dizia amá-lo, mas, em verdade o rejeitava.

Jesus chorou ao se sentir traído por aqueles a quem amava. E não teve vergonha de chorar ao ver a incredulidade, a falsidade e o desamor daqueles para quem, em breve, daria a própria vida.

Jesus chorou ao ver a nossa frieza, o nosso distanciamento da sua Palavra, a nossa falta de fé e a nossa incredulidade em aceitá-lo sem condicionamento. Estamos vivendo a glória da primeira casa: “Antigamente Jesus curava, antigamente, havia o batismo com o Espírito Santo, antigamente, a igreja fazia evangelismo. Antigamente…”

Deixemos de viver uma mente antiga e passemos a viver uma nova mente. Vivamos a glória da segunda casa, pois ela será bem maior do que a da primeira.

Lázaro, Marta e Maria!

As notícias a respeito da enfermidade de Lázaro chegaram até Jesus (João 11.3). Suas irmãs sabiam onde Jesus estava e lhe enviaram uma mensagem urgente, na qual manifestavam o afeto pelo irmão, a preocupação que sentiam por causa da enfermidade de Lázaro e a confiança que tinham depositado no Senhor Jesus, a quem fizeram questão de comunicar o apuro em que, agora, se encontravam.

O verdadeiro cristão nunca perde a comunhão (contato) com Jesus. Pelo contrário. Sempre sabe onde encontrar aquele que pode curar nossas feridas e ressuscitar nossos sonhos. E essa verdade nos consola quando estamos enfermos, quando conhecemos quem, de fato, são aqueles que convivem conosco e, principalmente, aqueles que oram por nós. Temos, igualmente, motivos para amar e encomendar, em oração, as pessoas que Cristo ama e pelas quais se preocupa.

Depois destas palavras, vemos que Cristo demorou a visitar o seu “paciente” (João 11.6). Podemos crer que, ao receber a mensagem, Jesus desejou chegar o quanto antes à casa de Lázaro, a quem amava.

Às vezes, queremos “forçar” a vontade de Deus em determinada situação e problema porque não entendemos seu agir, a maneira como está se movendo em nosso favor.

Quatro dias para alguém considerado um grande amigo. Quatro dias para alguém que estava prestes a morrer. Para a família que enviara a mensagem urgente, quatros dias era muito tempo. Quando esperamos uma solução imediata, quatro dias é uma decepção. Maria já havia desistido de esperar, Marta, não, continuava aguardando a visita do Mestre, ainda que fosse tarde. Manteve-se confiante.

Quantos pensamentos negativos passam pela nossa mente quando somos esquecidos por aqueles que mais amamos! Imagine a situação de Marta. Teria Jesus abandonado seus amigos (Lázaro e suas irmãs) no momento em que mais precisavam dele? Teria Jesus se aproximado daquela família com segundas intenções? Será que o interesse de Jesus era apenas usufruir os bens daquela família? De forma alguma. Jesus realmente amava aquela família. Estava apenas esperando o momento certo para agir.

Motivos que fizeram o Senhor chorar:

1) A IGNORÂNCIA DAQUELE POVO.

Um povo incrédulo, de pouca fé. Deixaram de esperar e confiar. Esqueceram o poder de Deus. Desistiram de esperar pelo Autor da vida. Todavia, ao invés de ficarem murmurando, deveriam, antes, lembrar-se dos grandes milagres que haviam visto.

2) O LUGAR CHEIRAVA MAL.

Ainda hoje, podemos dizer que o Senhor chorava ao ver os cristãos em lugares impróprios, onde exala o pecado. “E andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.” (Efésios 5.2)

3) A MORTE QUE HAVIA ALI.

Aquele que se assentava à mesa para ouvi-lo agora estava morto. Como é doloroso perder um amigo!

4) ESQUECERAM-SE DE SUAS PALAVRAS.

“Não te disse que…” (João 11.40). Jesus havia ensinado a respeito da ressurreição, Marta, porém, havia se esquecido das palavras de Jesus. Quantos, ainda hoje, também se esquecem das promessas de Deus em sua Palavra!

5) POR CAUSA DA SEPARAÇÃO.

Ao lembrar-se de que antes nada podia separá-los, agora uma grande pedra o separava do seu grande amigo, Lázaro. “Mas, as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus.” (Isaías 59.2). Quantos cristãos estão separados de Deus por causa do pecado. Infelizmente, deixaram-se abater pelos prazeres da vida.

6) PORQUE TINHAM ESPERANÇAS E SONHOS.

Ainda que todos tivessem perdido a esperança de um grande milagre, Jesus se manteve confiante. Quando todos deixaram de sonhar — o defunto já cheirava mal (João 11.39) —, Jesus estava lá, seguro.

7) POR TER UM AMIGO VERDADEIRO.

Jesus estava vivendo momentos de muita fama. Por onde Ele passava, a multidão o seguia, para ver os milagres. Em verdade, muitos admiram Jesus, mas não o amam!

Jesus, em verdade, deixou todos os seus afazeres para estar com as irmãs de Lázaro, seu amigo que estava morto. Ao chegar, fez a seguinte oração: “Levantando os olhos ao céu, disse: Pai, graças te dou, porque me ouviste.” (João 11.41)

Jesus deixou de olhar para o sepulcro. Deixou de olhar para baixo. Olhou para o céu. E, naquele momento, não pediu, agradeceu. A vitória não está em olhar para baixo, para o sepulcro, mas em olhar para cima, para Deus.

Nos lugares baixos, as dificuldades, os problemas, a morte. No lugar alto, no céu, está o nosso grande Deus com suas mão fortes e prontas para abençoar. Após removerem a pedra, Jesus clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” (João 11.43)

Jesus teve o cuidado em chamar o defunto pelo nome, pois, do contrário, os demais mortos também ressuscitariam! Para a admiração de todos, Lázaro foi ressuscitado!

E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir. (João 11.44)

Amado leitor, que de hoje em diante, você possa viver uma vida de comunhão com Deus. Saia das trevas e venha em direção à luz, que é Jesus!

Texto original extraído da Revista “Renovação de Fé” (Ano 15 – Nº 66 – Página 44)

revista_renovacao_fe_jesus_chorou